domingo, 22 de novembro de 2009

Novo blog!

meu blog mudou de nome!
é esse ai debaixo,com o mesmo conteúdo:
valeu ;D

domingo, 1 de novembro de 2009

Fica bem se eu sofro um pouco mais (?)

Nunca fui de colocar a razão na frente de tudo. Não mesmo. Sofria muito por isso, afinal, tudo que envolve sentimentos são extremos: ou se é muito feliz ou se sofre. Às vezes os dois em um curtíssimo espaço de tempo. Acho que foi isso que aconteceu.

Quando finalmente resolvo ser racional para evitar o sofrimento por ser extremamente sentimental, ele vem ainda maior, mais intenso. A cabeça dizia para tomar tal decisão, mas no fundo, eu sabia que me sentiria mal por não estar sendo o Marco Túlio que eu sempre fui, que sempre quebrou a cara, que sempre teve sentimentos intensos tal como a felicidade e o sofrimento em conseqüência, mas que nunca se arrependeu de suas escolhas porque sabia que eram as certas para o momento, independente do que todos diziam,porque para esse poeta, só o coração importava. Não acho que esse poeta sonhador morreu. Não mesmo. Mas o racionalismo o subiu a cabeça... ou melhor, ao coração. É aí que está o erro.

Não que ser racional seja errado. Às vezes pode se sentir melhor assim. Mas não para uma pessoa que se diz poeta, que enxerga em tudo versos e melodias, que sonha em ver o sol nascer de uma praia ou de uma relva, apenas abraçado com alguém, que olha a lua todo dia só para se apaixonar ainda mais, mesmo que seja por ninguém. A essas pessoas,o coração já basta, não importa o que se passa no cérebro. Mas esse desejo eterno de mudança, de aprendizado, de parar de sofrer por causa desse sentimentalismo barato, vontade de usar a cabeça pra ser feliz, como vê em tantas outras pessoas me fez esquecer esse sonhador poeta que sempre fui. E sempre serei.

O que me faltou foi coragem para ser o que sempre fui, admitir o que o sentimento sempre dizia. Coragem para seguir em frente sem se importar com que qualquer pessoa possa dizer, como já fez. Coragem para encarar qualquer distancia que fosse. Coragem para perder tantas oportunidades de viver uma vida que sempre quis e “invejou”. Coragem para te chamar de minha namorada, sem as aspas. Coragem para amar,verdadeira,louca e intensamente.

Agora é tarde. É tarde para tentar voltar a ser poeta. Tarde para se arrepender. Tarde para pensar no que poderia ter sido. (pretérito imperfeito só alimenta o sofrimento). Tarde para voltar no tempo e fazer o que realmente queria, e não o que “queria”. O sonhador sempre sabe que seu sonho vale a pena, mas ele insistiu em não acreditar nisso.

O que resta a fazer é saber usar esse sentimento. Não o antigo, que não tem mais volta. A ele, só resta esquecer,mesmo que pareça impossível, mesmo que nunca tenha conseguido isso. O futuro depende apenas de uma escolha: “razão ou emoção”. Clichê,eu sei. Mas nunca pensei que fosse ser tão verdadeiro. Como se essa escolha fosse simples. E pode ser. Mas o medo de ser sentimental e sofrer é grande. O medo de ser racional e sofrer o dobro novamente é maior ainda. Mas pra tudo se dá um jeito. Basta ter o coração livre, aberto. Mesmo que isso gaste várias estações lunares...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A relva, o que sempre quis.

Era domingo, pela manhã. A ressaca moral e o coração partido lhe incomodavam o pensamento. Não era obrigação, mas se sentiria melhor caso tudo acontecesse como esperava. Mas nada é como se espera.

Passos desnorteados o fazem descer a rua. A roupa, qualquer. O cabelo embaraçado, tal como o pensamento. Lago, gramado. Fumaça de um lado, o que queria naquele momento do outro. Um cão sob um sol de domingo o faz ter um sorriso bobo, com a nostalgia. O desejo de voltar, a razão impede. Quer correr, quer abraços apertados, beijos apaixonados, promessas para se iludir, planos a fazer e uma vida feliz a viver. O discurso comum se distancia da própria vontade, novamente. Ao fundo, sabe que não é como transparece. O descrédito no amor, a valorização carnal, a fácil conquista, o mundanismo. Tudo aparência.

Deitado na relva, como sempre quis. Uma lágrima escorre, como sempre temeu. Volta pra casa, nada resolvido. Sonha novamente. Com a relva, um casal e um beijo. Mas não de terceiros. Palavras sendo ditas na primeira pessoa: dessa vez era o emissor e receptor. Sonhou... o que sempre quis!